Hoje eu estou um pouco reflexiva, (risos). Parei a correria e comecei a refletir sobre a vida e o sentido dela.
Eu sempre fui de observar calada algumas situações ao meu redor, inclusive com a vida das outras pessoas com quem convivo. É natural que convivamos com pessoas que vivem experiências, entendam como momento de vida. parecidas com as nossas, o que me faz observar como cada uma delas vai mudando e se desenvolvendo em suas relações e desafios.
Hoje, particularmente, fiquei pensando em como as famílias mudam. A família nuclear começa com pai, mãe e filhos, mas ao longo da vida ela se estende a genros, noras e netos. E cá em meus parafusos, fiquei pensando: Precisamos aprender a atuar nas várias facetas da família, sim, temos várias... Somos irmãs, ao mesmo tempo noras, sogras, mães, tias, filhas, primas, cunhadas...e precisamos entender a importância e a contribuição que devemos dar enquanto família que pretende ter um elo pra toda vida.
Como sou recém-casada, e vejo muitas pessoas na mesma situação, fico observando como esse núcleo família, agora então criado, precisa continuar a se relacionar com a família de origem de ambos, para melhor dizer que agora é uma só família.
Vejo uma série de falhas ao olhar esses relacionamentos de perto. Penso primeiramente na sogra, pois também tenho uma e fico a analisar. As sogras deveriam aprender que seus papéis de mães devem crescer, ser estendidos aos genros e nora. Uma boa sogra é envolvida, amorosamente, na vida das suas noras e genros. Sim, a quem discorde de mim....mas essa é a minha opinião....Eu sou a favor de que as sogras, com sabedoria e amor, devam apoiar a formação da nova família e oferecer o que ela tem de mais valioso aos seus filhos,... a experiência, o equilíbrio emocional e a maturidade espiritual.
Comecei falando das sogras porque quando penso em uma família saudável logo me vem a mente a matriarca que conduz a família. Uma mãe sábia, será uma sogra sábia, avó sábia e terá uma descendência feliz. Colhemos sempre o que plantamos.
E o que tenho visto? Vejo sogras que tem favoritismo entre os filhos, que cultivam relacionamento com apenas um deles, que não presa por abraçar esse novo integrante que chega ( genro e nora), que não tem desejo de estar por dentro das conquistas da nova família e que tem partidarismo dentro da sua própria descendência. Triste isso, não é? Mas é o que tenho visto e que tem feito eu refletir a mãe que quero ser e a sogra que eu quero me tornar.
Considero uma boa mãe aquela senhorinha que sabe ser mãe em todas as fases da vida. Na infância ela sabe proteger os filhos, educá-los pra vida, amá-los, brincar com eles....Que na fase de adolescência ela se torna uma conselheira, encorajadora, orientadora ....E que vai seguindo em todas as etapas que seu filho vai vivendo. Quando então chegar o grande dia( casamento)...essa será a mulher que irá dizer: Vai filho, você está pronto, eu lhe orientei....mas saiba que sempre terás meu ombro amigo...porque sei que a vida não educa/orienta/acolhe com o mesmo amor que eu fiz. E lá se encontra ela, feliz enquanto anda até o altar, emocionada ao ver aquela jovenzinha que entra com o" mundo de sonhos "pela frente...E ela, sem medo, diz a si mesma: Eu criei meu filho pra isso...
A partir daí tudo munda....Ela sabe o lugar dela de melhor amiga da nora ( é o que desejo), de mãe que acolhe os dois, que direciona e encoraja nas lutas diárias, que aconselha, chega junto e que acima de tudo ora pela vida da nova família...Essa é a sogra que eu quero ser.
Em outro texto eu vou tratar de noras....
#CasosDaVida
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